segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Zero Hora, página 40
(22/12/2007) Lançado serviço para comunidade
Problemas simples do cotidiano que não chegam à Justiça, mas geram dor de cabeça em comunidades da periferia, ganharão um espaço para mediação na Lomba do Pinheiro, região leste da Capital.
A partir de maio, será implementado o primeiro Núcleo de Justiça Comunitária do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) - iniciativa inédita no país. A idéia é criar um espaço sem burocracia e mediado por líderes comunitários, capaz de reduzir a tensão de contendas familiares, altercações na vizinhança e arruaças juvenis.
- Às vezes, um cachorro latindo e uma bola que cai no pátio alheio não chegam à Justiça, mas provocam um profundo inconveniente que pode gerar tensão e conflito na comunidade - diz o 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa, que participou da assinatura do projeto.
Além de Rosa, estiveram no evento, realizado no Tribunal de Justiça (TJ), o ministro da Justiça, Tarso Genro, o diretor do Instituto Cultural São Francisco de Assis, frei Luciano Bruxel, a defensora-pública Geral do Rio Grande do Sul, Maria de Fátima Záchia Paludo, e o diretor da Escola Superior da Magistratura do Estado, desembargador Paulo de Tarso Vieira Sanseverino.
O próximo passo será a escolha de 40 líderes comunitários que serão treinados por advogados, psicólogos e assistentes sociais em cursos que se iniciam em março e têm duração de 60 horas/aula. As primeiras equipes devem começar a operar em maio.
- Há conflitos que geram violência na comunidade justamente porque não chegam à Justiça - diz frei Bruxel.
Mais de 10 Núcleos de Justiça Comunitária serão criados nas regiões metropolitanas que o Pronasci priorizou numa primeira fase de atuação. São localidades onde se registram as maiores taxas de homicídios do país.

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